segunda-feira, 19 de abril de 2010

A alma vira-lata de Maysa

(...) o vira-lata é um cachorro que tem estofo, misto de poeta e filósofo. O vira-lata vasculha latas de lixo, ama no meio das ruas, dorme nos monturos e não é propriedade de ninguém. É um cachorro que tem vivências, diferente dos cães policiais, que comparo com os atletas, e dos lulus, esses enfant gatés da raça canina. Tenho admiração profunda pelos vira-latas. Não amaria outros, se pertencesse à sua espécie”.


Maysa – Só numa multidão de amores, p. 121, Lira Neto, Editora Globo, 2007
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2 comentários:

  1. Seu opiofagia me deixou com gostinho de quero mais!Você escreve tão pouco! Onde estão as palavras que entorpecem? Estas que estão aqui me agradaram, mas entorpecer...
    Brincadeira, menino bonito. Você escreve muito... Beijão.

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  2. Rita, o texto acima é um trecho da entrevista (ou de uma das) que Afrãnio Peixoto fez com Maysa - talvez para O Cruzeiro ou Manchete, não lembro agora. O Lira Neto transcreveu-a em "Maysa – Só numa multidão de amores".

    Beijos!

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