sábado, 6 de junho de 2009

#Delíryos | Dias de Scrat


Depois de milênios sem passar por aqui, hoje, não sei se por impulso, tive vontade de trazer a público o motivo da minha ausência (que ninguém está percebendo, é verdade) : meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) - pois é, faltam poucos meses para que eu receba, oficialmente, o 'título' de jornalista. Enquanto isso, vivo meus dias de Scrat, aquele pobre esquilinho do filme A Era do Gelo. O moço corria, hein? Estou na mesma condição.

Bem, voltando ao TCC... Eu pensei em montar um blog, bem bonitinho e tal, uma coisa mais oficial sobre o tema do meu trabalho, mas tudo anda tão corrido, mil livros para ler, ensaios, artigos jornalísticos e acadêmicos, calhamaços de não-sei-lá-o-quê. Então, a partir de hoje, sempre que possível, postarei alguns detalhes (mínimos, é claro) sobre o meu trabalho.

Para começar, vou apresentar o tema: biografia do empresário Oscar Maroni Filho. E antes que alguém pergunte "por que biografar o brasileiro mais polêmico e instigante?", apresento a minha justificativa.

Torna-se importante narrar a história de um personagem que ganhou notoriedade tanto na sociedade quanto na mídia, que explorou (e ainda explora) avidamente a imagem de Oscar Maroni, transformando-o em uma caricatura, interpretando-o com imposições e convicções inflexíveis.

Até mesmo os veículos que dispuseram seus espaços com a intenção de retratá-lo, visionaram o mesmo foco, explorando sua figura e invadindo sua privacidade com altas doses de sensacionalismo. Tais posturas também mostram a carência que os veículos de comunicação, principalmente os impressos, têm em desenvolver - como faziam as revistas O Cruzeiro e Realidade, no Brasil, e Esquire, The New Yorker, Biography e outras, nos Estados Unidos - reportagens biográficas (os chamados close-ups) em seus conteúdos editoriais.

Além desta realidade, este trabalho também pode ser justificado pela admiração que o herói desta biografia exerce sobre parte da sociedade e, principalmente, ao autor desta obra. Afinal, não existem códigos que recriminem esta justificativa. Até mesmo biógrafos consagrados partem deste sentimento para a produção de suas obras, como ponderou Jorge Caldeira em entrevista ao pesquisador Sérgio Vilas Boas . “Admiração não tem nada a ver com concordar, venerar ou apoiar o que o sujeito fez ou faz em sua vida. A decisão sobre se alguém é excepcional é do biógrafo. É ele quem acredita que determinado sujeito é extraordinário, mesmo não sendo famoso. Ele só deve biografar alguém que admire, pelo bem ou pelo mal. Sem admiração, é impossível”.

Por hoje é isso. Eu volto a falar do Don Oscar! Deixa eu correr!

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2 comentários:

  1. biografia do oscar? essa eu quero lê...ahahaha

    caio

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  2. Quem sabe um dia? Tomara que sim!

    Abraços

    Daniel

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