segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sampa

Ainda está em tempo de homenagear São Paulo, esta cidade tão louca e tão linda, não é? Pois é, ontem dediquei um post à metropole no Expressão MPB e acabei esquecendo de passar por aqui. Pra não dizer que não falei de Sampa, vou postar um vídeo maneiríssimo do hit Sampa (Caetano Veloso)- alguns vão achá-lo puro senso-comum (talvez até seja), mas não dá pra negar que essa música, há muito tempo, se tornou o hino oficial das terras paulistas. De quebra, o vídeo também traz umas imagens bem bonitas de momentos especiais vividos pelo compositor da canção.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

#Delíryos | Mussumzis


Qualzis personagemzis da TV brasileiris, se fossis vivis e tivessis um blogzis, escreveriazis dessis jeitis? Nem adiantis responderzis: MUSSUM! (porquezis eu já entregueizis no títulis, e a fotis ao ladis falis tudis).


Cacildis, ficou com saudade do melhor comediante do seriado Os Trapalhões? Eu também. Coisas da Revista PIX, que ontem enviou esse link tão nostálgico e divertido para o meu e-mail. Quem teve a sorte de ver as presepadas (como diria minha avó) de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o popular Mussum, jamais o esquecerá.


É muito fácil aprender o idioma do inesquecível humorista. Clique aqui.

Boa aula de mussunzêszis!

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

#Delíryos | Sonho universal

40 anos depois...


"Eu tenho o sonho de ver um dia meus quatro filhos vivendo numa nação em que não sejam julgados pela cor da sua pele, mas sim pelo seu caráter"


OBAMA, O SONHO UNIVERSAL

19 de Janeiro - Dia de Martin Luther King
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#Delíryos | Meu mundo caiu

Vou fazer drama mesmo: meu mundo caiu! Não pude assistir ao último capítulo de 'Maysa - Quando Fala o Coração'. Caramba! Sexta-feira fiquei em casa, ansiedade pulsando nas veias, que só aumentou quando caiu uma tempestade à Maysa (fios da rede de energia próxima da minha casa foram rompidos). Resumindo o dramalhão: eu e a brisa daquela maldita noite fria e chuvosa ficamos perdidos na escuridão. Mais de uma da madruga a luz foi restaurada ( não precisava mais ). Ligo a TV, a minissérie acabou de terminar. Me conformei em assistir as últimas notícias do Jornal da Globo...
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sábado, 10 de janeiro de 2009

Nenê de Vila Matilde


Meu carnaval vai começar mais cedo. Na próxima sexta-feira (16), às 13h00, a Rádio Cultura AM - 1200 kHz vai veicular o documentário 'Nenê de Vila Matilde - 60 Anos de Coração Guerreiro', produzido por este rapaz aqui e pelo amigos Tereza Cristina, Rodrigo Monteiro, Leandro Palma, Lilian de Oliveira e Patricia Moura.


Mal posso esperar para ouvir esta obra primorosa (sim, porque a Nenê esbanja muita tradição). Na época das gravações, postei um texto no Expressão MPB - uma tentativa de traduzir a emoção de ter conhecido e ficado frente a frente com o Seu Nenê, grande usineiro do carnaval. Olha a Nenê de Vila Matilde aí, gente!


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

#Delíryos | Língua

Não adianta: o assunto da 'moda' é o Novo Acordo da Língua Portuguesa. Quando terminei de postar o texto abaixo, lembrei de uma super-música do Caetano (Língua). Fiquei seco para postar o vídeo aqui, mas estava com uma BUEMBA nas mãos (pauta de última hora). Ainda ontem, conversando com o Matias, parceiro de redação, comentei sobre a grandeza deste primor caetaneano.

Se este ser não estiver afogado em equívocos, esse vídeo é da gravação de Noites do Norte, mas é recomendado ver outra versão, com participação de Elza Soares, feito no programa que Chico e Caetano comandaram na TV Globo (isso lá na impetuosa, deliciosa e inesquecível década de 80 - eu era uma criança, mesmo assim posso dar esses adjetivos a essa época).


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

#Delíryos | Novo Acordo Ortográfico



Qual seria a opinião de Monteiro Lobato sobre o novo acordo ortográfico? Essa curiosidade bateu depois de ler no blog do Lira Neto um post que traz as considerações do pai da boneca de pano mais famosa, quando, no inicio do século 20, aconteceu um acordo entre Brasil e Portugal que deu outra estética à nossa língua. Lobato esbravejou contra os acentos e trema (talvez, agora, ele ficaria mais calmo). Eu não.

Confesso que não sou fã dessa ‘ideia’ de reformar a língua portuguesa. Imagina o pandemônio que vai se transformar a cabeça dos guris que iniciaram a pouco a vida escolar. Os pequenos acabaram de aprender (ou não) e, obrigatoriamente, terão que desaprender tudo que fizeram os infantes transpirarem a cuca. Outros motivos também me deixam ensandecido, mas a proposta deste post não é essa. A verdade é que afanei o post do Lira. Vale a pena ler até o final.


Lobato e a reforma ortográfica

O danado do Lobato, com perdão do clichê, era mesmo homem à frente de seu tempo. No início do século 20, um acordo entre Brasil e Portugal instituiu novas regras para o idioma. Foram mandadas para a lata do lixo consoantes dobradas e inúteis (como o ph de farmácia). Em compensação, foi estabelecida uma série infernal de acentos, muitos dos quais a atual reforma, prevista para começar ano que vem, cuidará de extirpar novamente. Lobato deu uma banana para o tal acordo ortográfico. Olha só o que dizia a respeito:

1. Imbecilidade

“Tenho horror à imbecilidade humana sob qualquer forma que se apresente. Há uma lei natural que orienta a evolução de todas as linguas: a lei do menor esforço. Os tais acentos a torto e a direito que os reformadores oficiais impuseram à nova ortografia vêm complicar, vêm contrariar a lei da evolução. São, pois, uma coisa incientifica, tola, imbecil, cretinizante e que deve ser violentamente repelida por todas as pessoas decentes."

2. Pau neles

"A criação de acentos novos, como o grave e o trema, bem como a inutil acentuação de quase todas as palavras, não é desenvolvimento para a frente e sim complicação, involução e, portanto, coisa que só merece pau, pau e mais pau."

3. Tempo perdido

"A maior das linguas modernas, a mais falada de todas, a de mais opulenta literatura – a lingua inglesa – não tem um só acento. E isto teve sua parte na vitoria dos povos de lingua inglesa no mundo, do mesmo modo que a excessiva acentuação da lingua francesa foi parte de vulto na decadencia e queda final da França. O tempo que os franceses gastaram em acentuar as palavras foi tempo perdido – que o inglês aproveitou para empolgar o mundo."

4. Paspalhões

"Não há lei humana que dirija uma lingua, porque lingua é um fenomeno natural, como a oferta e a procura, como o crescimento das crianças, como a senilidade etc. Se uma lei institui a obrigatoriedade dos acentos, essa lei vai fazer companhia às leis idiotas que tentam regular preços e mais coisas. Leis assim nascem mortas e é um dever civico ignora-las, sejam lá quais forem os paspalhões que as assinem."

5. Não sou carneirinho

"Trema!... Acento grave!... Imbecilidade pura, meu caro. (...) A aceitação do acento está ficando como a marca, a carateristica do carneirismo, do servilismo a tudo quanto cheira a oficial."

6. Que nojo!

"Eu, de mim, solenemente o declaro, não admito esses acentos em coisa nenhuma que eu escreva, nem leio nada que os traga. Se alguem me escreve uma carta cheia de acentos, encosto-a. Nem leio. E se vem alguma com trema, devolvo-a, nobremente enojado..."

(Extraído e editado de uma nota introdutória ao livro Negrinha)



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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Enquanto me faltar inspiração...

Ando com uma vontade de escrever alguma coisa aqui, mas estou zerado de inspiração (não que os textos desse blog sejam arrebatadores (quem sou eu?), mas não é bom ficar assim, parado, com a mente a esmo).

Ainda estou impressionado com a peça do Zé Celso, por isso ando fuçando a net à procura de tudo que se refere a este senhor. Já sabia do envolvimento dele como diretor na peça Roda Viva, no entanto, nesses últimos dias, o vídeo da apresentação do querido Chicão no III Festival de Música Brasileira da TV Record (1967) me deixou viciado. (Olha a confusão: inicio o período falando do Zé e termino mencionando o Chico. Justifico: um é link do outro - você pesquisa sobre um e lá vai estar a tal Roda Viva, que une esses honrados senhores).

Mas, voltando ao filmete do Festival, tem um trecho que fico muito emocionado. Um garoto, de mais ou menos 8 anos, de olhos vidrados, cantando o maior hit dos festivais (ver 2:40 do vídeo). Quanta diferença das crianças de hoje, coitadas. Atualmente, os pequenos são embalados pelas cinco velocidades do Créu, o Bundalelê, e não sei mais o quê (melhor parar por aqui porque eu não entendo nada desse repertório. Além disso, talvez, eu esteja sofrendo uma crise de intelectualoidismo).

Quem sabe a postagem desse vídeo não me traga pelo menos 10% do entusiasmo do Chicão?
Enquanto isso não acontecer, vou deitar e rolar, confortavelmente (vitrificado por este samba).


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